Saiba mais!
Boa leitura!
Chove chuva...
Chove sem parar!
Já cantava o poeta!
Faz calor...
Faz calor sem parar!
Sem camisa... Sem documento...
Escrevo estes versos
Versos quentes e úmidos
Que se perdem pelo ar!
Que se fundem no papel!
Letras derramadas da caneta
No papel, na folha em branco,
Formando, combinando palavras
E versos jorrados!
Enquanto isso...
Masco um Babalú de Tutifruti rosa...
Depois de comer o último Bis da caixinha!
Ou pasme!
Seria eu mesmo o último Bis...!?
Saboreado pela moça loira
De pele clara... Advogata!
Que também masca o Babalú...
Nesta frenética e incessante
Dança e troca de cadeiras...
O que tiver que ser... será!
Nicholas M. Merlone
sp. 03/02/2025
Sábado à tarde
Céu cinzento
Leve brisa
Leve garoa
Folhas verdes das árvores dançam...
Dançam um samba
Ou seria um Tango?
Na igreja...
Missas de sétimo dia
Logo após... um casamento
Conheço a família do falecido
Que se despede...
Parte na balsa para outro plano
Termina o sofrimento
Começa uma nova vida
Surpresa! Conheço alguns do casamento
No casamento...
Também começa uma nova vida...
Ciclos! Círculos!
Círculos! Ciclos!
E assim... caminhos!
Assim... caminha-se em ciclos sem fim!
Nicholas M. Merlone
sp. 03 fev / 2025.
I
Em plena Avenida Paulista,
Algo nos chama atenção,
Não é o trânsito intenso
Ou o latido de um cão.
Mas sim o canto da araponga
Que parece tremer o chão.
II
Um canto diferente,
Soa em nosso jardim,
Parece ferro com ferro,
Barulho que não tem fim,
Está atraindo os alunos,
Professores e o vizim.
III
Araponga em extinção,
Aqui pra nós é novidade.
Trocou seu habitar,
Pelo centro da cidade,
Acorda cedo cantando,
E vai nos contagiando
Com tanta felicidade.
IV
Araponga eu me despeço,
Com o barulho nos ouvidos,
Meu coração em pedaços,
Como se algo tivesse perdido,
Eu mesmo estando dormindo
Estarei ouvindo o teu zumbido.
Gonçalo Macedo
São Paulo, 18-08-2022
Conheci a professora Helena há tempos! Fui seu aluno no ensino médio, em aulas de matemática. Tive o privilégio de resolver suas longas listas de exercícios, o que lembro até hoje com muito carinho. Quando soube que escrevera um livro de poesias, não pensei duas vezes! Tenho que lê-lo por inteiro! E assim o fiz. Sem muitas pausas, li quase de uma só vez!
Uma obra libertadora! Podemos até dizer emancipatória! Como ela própria diz, por um processo de criação "intuitivo". E que boa intuição! Suas criações poéticas são originais e contagiantes, além de corajosas! Cria matérias novas, de forma simples. Uma leitura sem sombra de dúvida saborosa, com pitadas de existencialismo! Finalmente, uma voz feminina ativa e pujante! Vale a leitura!
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Avenida Paulista,
Oh! Bela! Bela Paulista!
Menina Moça Mulher!
Solitária,
Deixada sozinha
desacompanhada!
Por entre as calçadas...
Jornais...
Jornais rasgados
pelos ventos soprados!
Rodopiam pelo ar
pelo ar Giram, Rodopiam!
Formigas de máscara!
Poucas formigas!
Dispersas, esparsas!
Formigas ao sopro do vento!
Vento que as levam distante!
Distante...
Distante...
Por caminhos errantes!
O Sol brilha!
O vento sopra!
A brisa toca a pele!
Arrepios!
Calafrios!
Aonde vamos?
Aonde chegaremos?
Num futuro distante?
Num futuro errante?
Num futuro...
Num mundo de ideias...
Num mundo de palavras...
Num mundo,
simplesmente...
Nosso mundo!
Um mundo real verdadeiramente onírico,
Um mundo só Nosso!
Nicholas Merlone -
sp. 31 março / 2021.