terça-feira, 13 de janeiro de 2026

O DIASP | Entre a Coragem e a Loucura

Por Gisele Amorim Zwicker

Publicado originalmente no Jornal O DIASP (Veja aqui!)

Existe algo a ser dito sobre os adultos millenials: a gente não entendeu muito bem o que é para fazer. 

O manual de sucesso que os nossos pais nos passaram não rendeu os mesmos frutos que eles colheram décadas atrás, quando eram eles os jovens adultos. E as regras eram bem claras: o dinheiro vem acima de tudo, e tudo o que você fizer deve ter o objetivo de ganhar ou juntar ou investir cada vez mais dele. Com sorte, então, talvez, em algum momento, você possa ter a vida tranquila e feliz com que sempre sonhou. 

No meu caso, o sonho era ser uma autora. Desde pequena eu amo ler e escrever histórias. Publiquei o meu primeiro livro, “A Esquecida”, com apenas 14 anos de idade.

“Você é inteligente, Gisele”, eles disseram, “Sabemos que gosta de escrever livros e reconhecemos que são bons, mas você precisa ser pé no chão: livros não pagam contas no Brasil. Você precisa de um trabalho que te permita escrever como hobby”.

E foi o que eu fiz. 

Seguindo o caminho da minha família há gerações, tornei-me advogada e, por mais de uma década, dediquei quase que cem por cento do meu tempo e esforços em desenvolver a minha carreira.

Enquanto tudo isso acontecia, eu continuava sendo uma escritora nas horas vagas. Publiquei dois livros nesse meio tempo – “Refém do Silêncio” (2018) e “Pane no Sistema” (2021) -, mas nunca conseguia tempo ou disposição para divulgá-los. 

Quando o trabalho estava muito intenso e eu não tinha mais criatividade para pensar em histórias ou energia para escrever novas linhas, eu sentia uma aflição profunda, como se uma parte importante de mim estivesse sendo negligenciada.

No final de 2024, quando a empresa que eu trabalhava resolveu encerrar meu contrato, avisei minha família que tiraria um sabático para escrever um livro. À medida que eu me reconectava com o mundo criativo, menos a vida “padrão” que eu tinha construído com base exclusivamente em “pagar contas” fazia sentido.

Alguns meses depois, conversei com meu namorado e minha família e comuniquei a decisão mais maluca e corajosa que já tive: me dedicar à escrita como principal projeto.

Ao invés de continuar seguindo as regras de um manual que não faz sentido para mim, resolvi usar as páginas em branco para escrever minha própria história.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Gisele Amorim Zwicker | Parada Remota (Mediúnica)


Sinopse

Quando um homem soturno e o espírito de seu cachorro entram no carro, Camila percebe que aquela não será uma corrida normal. O que ela não imagina é que precisará de toda sua bagagem como médium e psicóloga para proteger uma vida.

Parada Remota é um conto do universo Mediúnica, que acompanha Camila e seu sócio e melhor amigo fantasma, Dimitri, em encontros entre os campos materiais e espirituais, apresentando a escuta e o acolhimento como um caminho de cura e recomeços.

Breve comentário nosso

Conheci a autora, a Gisele, tempos atrás, em um evento na Associação de Advogados de São Paulo (AASP). Na ocasião, conversamos um pouco e ela me deu carona até um metrô. Depois, não mantivemos contato, a não ser pelas redes sociais. Porém, eu acompanho suas obras e seus comentários em vídeos pela internet. Com razão, admiro sua iniciativa e coragem para se aventurar pelos meandros e pelas florestas da Literatura e da Escrita Criativa! Li com atenção, calma e gosto seu conto Parada Remota (Mediúnica). Sua estória flui sem que percebamos o tempo passar! Muito bem escrita, com a escolha cuidadosa das palavras certas! Li rapidamente, mas saboreando e degustando cada trecho da obra da autora. Realmente, uma estória envolvente que nos transporta para um mundo fantástico! Recomendo muito!

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Boa leitura! Bom divertimento!

Rádio USP estreia novo programa sobre poemas e fábulas

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