Marcello Rollemberg, no Jornal da USP, parte da ideia de que o livro é ao mesmo tempo instrumento de cultura, objeto de fetiche e negócio, e de que essas facetas se misturam e se distorcem.
A 28ª Bienal do Livro de São Paulo, com 760 mil visitantes e alta de 57% no faturamento diário dos expositores, é tratada como celebração do negócio, não da popularização da leitura.
O autor lembra que o preço médio do livro (R$ 100 a R$ 120) e o custo de um dia na feira mantêm o livro distante de boa parte da população.
Ele critica a fala do presidente da Associação Nacional de Livrarias, que chamou a Festa do Livro da USP, com descontos de no mínimo 50%, de "desserviço à cultura brasileira e ao ecossistema do livro".
Em defesa da Festa, cita a missão de popularização prevista no decreto de fundação da USP e a fala da presidente da Edusp, Carlota Boto, e conclui que o mercado precisa de lucro para fazer livros, mas não pode esquecer o leitor.
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