[...] "Cony costumava dizer a amigos que Shakespeare não escreveu suas peças pensando em fazer obras-primas. Escreveu porque gostava e precisava. Se elas se tornaram obras-primas com o passar do tempo, é outra questão. Pois foi assim, com esse espírito de 'operário da palavra', que ele, Cony - obviamente sem jamais ter se atribuído qualquer tipo de comparação com o célebre bardo inglês -, acabou por compor a partir do simples e do cotidiano, como mostra o conjunto destas crônicas, a sua própria obra-prima."
São Paulo, maio de 2018.
Bernardo Ajzemberg. Escritor e tradutor. Foi ombudsman e secretário de Redação da Folha de S. Paulo.
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